O naturalista escocês George Gardner (1810-1849) esteve no Brasil entre 1836 e 1841, dedicando-se especialmente à exploração de áreas de cerrado e caatinga no interior do país. Embora de interesse eminentemente botânico, o relato de suas viagens — Travels in the interior of Brazil, publicado originalmente em 1846 — contém preciosas informações sobre os costumes das populações com as quais esteve em contato. Com o olhar crítico típico do cientista britânico do século XIX, Gardner oferece testemunho um tanto objetivo da vida conturbada (com rebeliões e movimentos messiânicos) e miserável dos habitantes do interior. Novidades na Biblioteca Digital Curt Nimuendajú, uma coletânea digital de artigos e livros raros sobre línguas e culturas indígenas da América do Sul
Friday, June 22, 2012
George Gardner entre os índios do sertão
O naturalista escocês George Gardner (1810-1849) esteve no Brasil entre 1836 e 1841, dedicando-se especialmente à exploração de áreas de cerrado e caatinga no interior do país. Embora de interesse eminentemente botânico, o relato de suas viagens — Travels in the interior of Brazil, publicado originalmente em 1846 — contém preciosas informações sobre os costumes das populações com as quais esteve em contato. Com o olhar crítico típico do cientista britânico do século XIX, Gardner oferece testemunho um tanto objetivo da vida conturbada (com rebeliões e movimentos messiânicos) e miserável dos habitantes do interior. Saturday, February 25, 2012
Nomenclatura anatômica na Língua Brasílica
por Emerson José Silveira da Costa*
Em 1937 Plínio Ayrosa publicava em forma impressa a transcrição do manuscrito "Nomes das partes do corpo humano pella lingua do Brasil", constante da coleção Brasiliana de Félix Pacheco que fora adquirida pela Prefeitura Municipal de São Paulo. O longo título original informa que o opúsculo fora redigido em 1613 por Pero de Castilho, da Companhia de Jesus, com o intuito de servir de subsídio "aos confessores que se ocupam no ministério de ouvir confissões e ajudar os índios".
O manuscrito tem duas partes, uma parte tupi—português (com 257 entradas) e outra português—tupi (com 182 entradas). As diferenças entre as ortografias das duas partes, tanto em termos tupis quanto em portugueses, são marcantes. Ayrosa concluiu que a segunda parte foi elaborada por algum copista a partir da primeira, mas seguindo suas próprias preferências ortográficas. O manuscrito em si é uma cópia feita em 1622.
Em 1937 Plínio Ayrosa publicava em forma impressa a transcrição do manuscrito "Nomes das partes do corpo humano pella lingua do Brasil", constante da coleção Brasiliana de Félix Pacheco que fora adquirida pela Prefeitura Municipal de São Paulo. O longo título original informa que o opúsculo fora redigido em 1613 por Pero de Castilho, da Companhia de Jesus, com o intuito de servir de subsídio "aos confessores que se ocupam no ministério de ouvir confissões e ajudar os índios".
O manuscrito tem duas partes, uma parte tupi—português (com 257 entradas) e outra português—tupi (com 182 entradas). As diferenças entre as ortografias das duas partes, tanto em termos tupis quanto em portugueses, são marcantes. Ayrosa concluiu que a segunda parte foi elaborada por algum copista a partir da primeira, mas seguindo suas próprias preferências ortográficas. O manuscrito em si é uma cópia feita em 1622.
Sunday, November 27, 2011
Carlos Estevão, a Gruta do Padre e os Pankararu de Itaparica, PE
por Renato Athias*
Muito me alegra que a Biblioteca Digital Curt Nimuendaju, muito bem organizada e cuidada por Eduardo Rivail Ribeiro juntamente com seus colegas, venha nos proporcionar hoje a inclusão digital de um dos mais importantes trabalhos (e, eu diria ainda, um dos mais procurados escritos) do advogado, poeta e naturalista Carlos Estevão de Oliveira: “O ossuário da “Gruta do Padre”, em Itaparica e algumas notícias sobre remanescentes indígenas do Nordeste”. O texto é resultado de uma palestra realizada no Instituto Arqueológico, Histórico e Geográfico Pernambucano, no dia 10 de julho de 1937 e publicado inicialmente nos volumes XIV a XVII do Boletim do Museu Nacional, referentes aos anos de 1938 a 1941, e impresso pela Imprensa Nacional em 1942.
Muito me alegra que a Biblioteca Digital Curt Nimuendaju, muito bem organizada e cuidada por Eduardo Rivail Ribeiro juntamente com seus colegas, venha nos proporcionar hoje a inclusão digital de um dos mais importantes trabalhos (e, eu diria ainda, um dos mais procurados escritos) do advogado, poeta e naturalista Carlos Estevão de Oliveira: “O ossuário da “Gruta do Padre”, em Itaparica e algumas notícias sobre remanescentes indígenas do Nordeste”. O texto é resultado de uma palestra realizada no Instituto Arqueológico, Histórico e Geográfico Pernambucano, no dia 10 de julho de 1937 e publicado inicialmente nos volumes XIV a XVII do Boletim do Museu Nacional, referentes aos anos de 1938 a 1941, e impresso pela Imprensa Nacional em 1942.
Subscribe to:
Posts (Atom)