Friday, February 26, 2016

"A thing of beauty": urucú's place among the Eastern Timbira

urucum.jpgA recently-published article (Moreira et al. 2015) has suggested that urucú (or annatto; Bixa orellana), a plant whose seeds produce a widely-used coloring agent, was probably domesticated in South America. Rondônia (western Brazil), the likely birthplace of cassava, is once again a strong candidate to have given the world yet another important agricultural item. For the historical linguist, a fascinating piece of information — not mentioned in the article — strongly corroborates the antiquity of the plant in the region: a name for 'urucú' can apparently be reconstructed for Proto-Tupí (cf. Rodrigues 2010), which is supposed to have been spoken in Rondônia about 5 thousand years ago.

Wednesday, February 3, 2016

Nimuendajú e a praça



A disponibilidade online de décadas de documentação da Câmara Municipal de São Paulo (a partir de 1948) permite que acrescentemos mais uma interessante nota de rodapé à saga póstuma de Curt Nimuendajú. Em 1960, um projeto de lei de autoria do vereador José Freitas Nobre foi apresentado ao legislativo paulistano propondo que se desse "a denominação de Kurt Nimuendaju à praça sem nome localizada na Cidade Universitária, em frente ao edifício onde funciona a Secção de Ciências Sociais."

A idéia havia partido da Sociedade Brasileira de Sociologia, que enviara ao vereador uma proposta demonstrando o merecimento de Nimuendajú, em cuja "personalidade associavam-se o cientista de notável valor e o cidadão exemplar, o que lhe permitiu fôsse, a um só tempo, um etnólogo cujos trabalhos científicos alcançaram renome universal e um defensor incansável dos nossos silvícolas." A proposta previa, inclusive, a construção, no mesmo local, de uma cripta em que seriam "recolhidos os despojos mortais do grande antropólogo."1

Wednesday, December 9, 2015

Um cowboy alemão nos sertões do Brasil

por Elena Welper*

Em tempo de celebração dos 70 anos da morte de Curt Nimuendajú (17/04/1883-10/12/1945), surge mais uma vez a oportunidade de falar sobre este pesquisador autodidata que é hoje consagrado como um dos fundadores da etnologia brasileira. Não caberá aqui, porém, repetir a apresentação biográfica que acompanha os tantos escritos sobre sua a vida e obra, mas penso ser interessante recuperar algumas imagens que oferecem uma perspectiva mais subjetiva de suas experiências etnográficas.