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Sunday, November 27, 2011

Carlos Estevão, a Gruta do Padre e os Pankararu de Itaparica, PE

por Renato Athias*

Muito me alegra que a Biblioteca Digital Curt Nimuendaju, muito bem organizada e cuidada por Eduardo Rivail Ribeiro juntamente com seus colegas, venha nos proporcionar hoje a inclusão digital de um dos mais importantes trabalhos (e, eu diria ainda, um dos mais procurados escritos) do advogado, poeta e naturalista Carlos Estevão de Oliveira: “O ossuário da “Gruta do Padre”, em Itaparica e algumas notícias sobre remanescentes indígenas do Nordeste”. O texto é resultado de uma palestra realizada no Instituto Arqueológico, Histórico e Geográfico Pernambucano, no dia 10 de julho de 1937 e publicado inicialmente nos volumes XIV a XVII do Boletim do Museu Nacional, referentes aos anos de 1938 a 1941, e impresso pela Imprensa Nacional em 1942.

Saturday, December 19, 2009

Conheça a Coleção Geraldo Lapenda

O filólogo pernambucano Geraldo Lapenda (1925-2004) foi um pioneiro no estudo científico das línguas indígenas do nordeste brasileiro, sendo o autor de Estrutura da língua Iatê (1968, 2005), ainda hoje obra de referência obrigatória sobre esta língua. A Coleção Geraldo Lapenda da Biblioteca Digital Curt Nimuendaju inclui artigos raros e de difícil acesso, digitalizados a partir de itens da biblioteca pessoal do autor.

Saturday, February 7, 2009

Obras de Geraldo Lapenda: Xucuru (1962), Yathê (1965)

A Biblioteca Digital Curt Nimuendaju conta agora com dois artigos de Geraldo Lapenda (1925-2004), pioneiro no estudo de línguas indígenas no nordeste: 'O dialecto Xucuru' (1962) e 'Perfil da língua yathê' (1965). A inclusão destes itens, raros e de difícil acesso, deve-se ao empenho de Marcelo Lapenda, filho do filólogo pernambucano, que os digitalizou a partir de itens da biblioteca pessoal do autor. Em 'O dialeto Xucuru' (possivelmente, a mais importante fonte publicada sobre esta língua extinta), Lapenda sistematiza e analisa dados coletados por dois funcionários do SPI (e conferidos posteriormente pelo próprio Lapenda). Apesar das limitações dos dados (a língua então já não contava com falantes fluentes), Lapenda oferece uma análise bastante perspicaz, lidando com as diferentes influências lexicais detectáveis (principalmente Tupinambá e Yathê), o uso cotidiano do que restava da língua (caracterizado pelo uso de vocábulos indígenas com a sintaxe do português), etc. O artigo inclui anotações manuscritas do autor, esclarecendo aspectos da descrição e das circunstâncias da coleta dos dados. Trata-se, enfim, de contribuição essencial para a compreensão da complexa situação etnográfica em que se inserem os Xukurú. Em 'Perfil da língua Yathê', Lapenda apresenta uma visão panorâmica das características mais marcantes desta língua, que seria assunto, anos mais tarde, de sua mais importante contribuição para a lingüística brasileira: o livro Estrutura da língua Iatê, publicado originalmente em 1968, com segunda edição de 2005.