Sunday, August 19, 2012

Die Aruaken — um clássico da etnologia sul-americanista

por Peter Schröder*

Die Aruaken: ein Beitrag zum Problem der Kulturverbreitung, livro raro que apenas pode ser encontrado em poucos sebos, é uma síntese dos conhecimentos sobre os povos indígenas falantes de línguas aruaque, ou Aruak/ Arawak, no período antes da Primeira Guerra Mundial. É um estudo clássico de suma importância para os estudos comparativos dos povos aruaques, como pode ser observado pela leitura de diversos artigos na coletânea organizada por Jonathan Hill e Fernando Santos-Granero (Comparative Arawakan Histories: Rethinking Language Family and Culture Area in Amazonia. Urbana, Chicago: University of Illinois Press, 2002). A única tradução para o português, de autoria desconhecida, encontra-se depositada na biblioteca do PPGAS do Museu Nacional/UFRJ e até pode ser consultada online, porém não tem o mapa anexado do original. Por isso, é muito proveitoso que a Biblioteca Digital Curt Nimuendajú tenha disponibilizado a versão original digitalizada aos interessados.

Sunday, July 8, 2012

Quinhentos anos de nomenclatura zoológica popular


por Nelson Papavero*

Em colaboração com o Prof. Dr. Dante Martins Teixeira, do Museu Nacional da Universidade Federal do Rio de Janeiro, está em elaboração, desde 1999, um "Dicionário dos nomes populares dos animais do Brasil. Quinhentos anos de nomenclatura zoológica popular". Essa obra conta atualmente com cerca de 55.000 verbetes, extraídos de mais de 9.000 referências (desde 1500 até o presente), incluindo todas as variantes dos nomes encontradas.

Friday, June 22, 2012

George Gardner entre os índios do sertão


O naturalista escocês George Gardner (1810-1849) esteve no Brasil entre 1836 e 1841, dedicando-se especialmente à exploração de áreas de cerrado e caatinga no interior do país.  Embora de interesse eminentemente botânico, o relato de suas viagens — Travels in the interior of Brazil, publicado originalmente em 1846 — contém preciosas informações sobre os costumes das populações com as quais esteve em contato. Com o olhar crítico típico do cientista britânico do século XIX, Gardner oferece testemunho um tanto objetivo da vida conturbada (com rebeliões e movimentos messiânicos) e miserável dos habitantes do interior.