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Wednesday, October 6, 2010

Projeto da UFRJ digitaliza a Coleção Brasiliana

Um projeto da Universidade Federal do Rio de Janeiro está digitalizando a Coleção Brasiliana, publicada originalmente pela Companhia Editora Nacional entre 1931 e 1993. A Coleção reúne 415 volumes, abrangendo trabalhos em história, geografia, antropologia e lingüística, entre outras áreas do conhecimento (muitos deles, fontes históricas essenciais para os estudos brasileiros).

Saturday, August 28, 2010

Karte des Rio Araguaya nach eigenen Aufnahmen bearbeitet (Krause 1911)


O livro In den Wildnissen Brasiliens (1911), do antropólogo alemão Fritz Krause, um dos mais importantes estudos etnográficos sobre os Karajá, foi digitalizado pelo projeto Google Books já há alguns anos (infelizmente, com alguns defeitos), podendo ser acessado também através do site da Biblioteca Digital Curt Nimuendaju.

Tuesday, July 29, 2008

Obras de Paul Ehrenreich

Várias obras do antropólogo alemão Paul Ehrenreich (1855-1914) foram incluídas recentemente na Biblioteca Digital Curt Nimuendaju. Além de trabalhos sobre os "Botocudo" (família Krenák, tronco Macro-Jê) e sua língua (1887, 1896), o acervo inclui a monografia Die Mythen und Legenden der Südamerikanischen Urvölker und ihre Beziehungen zu denen Nordamerikas und der alten Welt (1905), trabalho seminal para os estudos de mitologia comparada, e os "Materialien zur Sprachenkunde Brasiliens", série de artigos (1894-1897) com material lingüístico Karajá, Kaiapó, Xavante, Xerente, Guajajara, Anambé, Apiaká e Paumari. Estes trabalhos, bem como informações biobibliográficas sobre o autor, podem ser acessados aqui.

Saturday, May 10, 2008

Excursión a los Indios del Araguaia (Sekelj 1948)



Em meados de 1945, o jornalista, escritor e esperantista Tibor Sekelj (1912-1988) percorreu o Rio Araguaia, desde Aragarças à ponta norte da Ilha do Bananal, visitando aldeias Karajá e Javaé. Além de servir de inspiração para o livro infantil Kumeŭaŭa, la filo de la ĝangalo ('Kumewawa, o filho da floresta', publicado originalmente em esperanto), a viagem resultou no artigo "Excursión a los Indios del Araguaia" (1948), que acaba de ser incluído na Biblioteca Digital Curt Nimuendaju. Enviado por Hélène Brijnen (Leiden), trata-se de uma fonte muito pouco conhecida sobre os Karajá/Javaé, não tendo sido mencionada em nenhum dos trabalhos publicados sobre a língua e a cultura deste povo.
Kumewawa, o filho da floresta (versão em sérvio)
O artigo inclui, além de informações etnográficas e fotos do cotidiano Karajá, um vocabulário Karajá-espanhol, fornecido por indivíduos da aldeia Karajá do Sul de Aruanã (então Leopoldina), Goiás. A transcrição do vocabulário é razoavelmente confiável (principalmente quando comparada com a de vocabulários anteriores, e mesmo com obras de alguns contemporâneos, como Frei Luiz Palha). O vocabulário de Sekelj é particularmente útil para corroborar outras fontes da mesma época. Um exemplo é o empréstimo maritó 'paletó', que eventualmente viria a cair em desuso; documentado por Sekelj e Brito Machado, é um item útil para ilustrar adaptações fonológicas de empréstimos em uma época em que os Karajá tinham menor familiaridade com o português.

Leia mais: Sobre o autor (Wikipédia, Esperanto.Net); Kumewawa, o filho da floresta (em sérvio); sobre a revista Runa: Archivo para las Ciencias del Hombre.